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sábado, 10 de setembro de 2011

Serei Titia!





    Eu não tenho irmãos de sangue. Mas eu tenho irmãs de alma e coração. E ninguém há de duvidar disso. A minha irmã é de outras vidas. Ela não é só uma amiga que foi criada comigo - Ela é minha alma gêmea. Brincamos juntas, crescemos e conhecemos o mundo lado a lado. Compartilhamos sonhos e sorvetes. Noites de insônia e madrugadas de loucura. Dias difíceis... luta. Conquista. Nossa ligação é absolutamente sobrenatural, é forte, é linda. É o meu grande presente da vida.

    O texto a seguir, foi feito dia 22 de julho, em um dos meus caderninhos especiais (quem me conhece de longa data, os conhece também, são parte de mim)

      "Esse, é um registro muito especial que faço, sem muito pensar. Mas sabendo que precisa ser feito. Acabo de receber uma ligação com uma linda
      notícia, mesmo dada em meio a desespero e muito rápido (interurbano e celular). Minha amada irmã de sintonia está grávida. Isso não é lindo? Estou muito emocionada e sei que muita coisa vai mudar, pois uma nova vida está chegando... Quando uma nova vida chega, os ventos comemoram, a natureza sorri. E já parece que esse serzinho estava esperando há algum tempo... Confesso que estou um pouco triste também... pois estou tão longe e não vou acompanhar o passo a passo dessa fase maravilhosa e desse momento mágico na vida de uma mulher. E tudo passa tão rápido, meu Deus!
      Já estou sonhando, tentando mirabolar mil planos de como tudo será. A minha vida será mudada também...
      Boa sorte, meus amores."

      A vida trouxe uma lição para ela, quem acompanha, sabe. E daqui um mês, saberemos se foi uma lição menina ou menino... quanta ansiedade. "Quanto tempo demora um mês pra passar?"
      É o primeiro bebê próximo a mim, que eu poderei apertar, mimar, fazer parte da vida. Por isso tudo fica mais importante ainda.
      Acho o papel de tia, um papel fantástico. Eu, por exemplo, tive minhas amadas tias... e minha vida só é desse jeito por conta do que elas representaram e representam em minhas lembranças e na pessoa que hoje sou.
      E se agora esse papel passa a mim... Digo que quero ser como elas. A melhor tia do mundo.


      E para minha querida nova mamãe... desejo a maior felicidade do mundo, porque agora o que você carrega é mais importante que sua própria vida... é a sua nova vida. E a energia que vem chegando já avisa que os tempos serão outros, e que tudo terá mais significado... Mas nada, nada que combinamos, que planejamos, vai deixar de acontecer, talvez mude de ordem, mas está lá. Porque não há mais ninguém como você e eu e nossos sonhos são quase feitiços...

      =)



      Todos estamos à sua espera...


      quarta-feira, 1 de junho de 2011

      Achei que tava tudo muito complicado...

      Na oportunidade de aprender com a dor.


      A primeira de todas as primeiras vezes... ? Acho que foi aprender a letra S cursiva, maiúscula e minúscula. Foi a primeira vez que achei que não fosse conseguir... O desespero maior se deu porque eu simplesmente não conseguiria vive sem a letra S, afinal, meu nome inicia com S. E tem mais S pelo meio. E se eu não aprendesse o S? Como poderia assinar, escrever, me identificar? Será que eu teria que mudar de nome e sobrenome?
      Mas como toda a dificuldade que parece nos sufocar em certos momentos, o tempo, a paciência e o treino me ensinaram a fazer o S...

      Depois veio a prova de matemática na 3ª série. Eu não tinha pra onde fugir e tudo parecia correto... por que a conta não chegava naquele resultado?? Por quê??? E tava faltando de novo a paciência... Mais que isso: faltava olhar as coisas por outro ângulo. Minha doce professora (oh, primário), quando sentiu meu desespero, encostou do meu lado e apontou para o espaço da unidade. Era só isso, estava colocando os números no lugar errado.

      Durante a vida, a gente coloca muitos números, muitas coisas e, principalmente, pessoas, no lugar que não é delas... E perde um tempo precioso - mas depois nunca mais esquecemos onde é de fato, o lugar certo... embora muitas vezes mudem de lugar, ou até percam o seu.

      Usei na minha vida muitas vezes a frase "não consigo". Levava bronca na Ginástica Olímpica. Minha professora sempre dizia que eu continuaria fazendo do jeito que minhas palavras diziam. Ou seja, eu não conseguiria nunca mesmo, enquanto tornasse a repetir este traiçoeiro mantra. E ela tinha razão... passei anos tentando fazer certo movimento, e somente quando acreditei e me vi fazendo, consegui. E já era tão tarde... Foi no meu último ano.

      A gente perde tanto tempo tapando os olhos com a falta de confiança e não consegue olhar pra frente, aquela frente onde o tempo já resolveu as coisas pra nós... e acena, nos chamando. Mas não vemos.Li uma vez, num desses livrinhos de Dalai Lama... ele dizia que a vida está aí para termos problemas mesmo, quando um acaba já está o próximo esperando na fila. Porque somos guerreiros nessa Terra, nessa existência... e nossa missão é manter a cabeça livre e limpa, para dar abertura a paciência e assim poder solucionar nossos indigestos problemas - sejam os de matemática, sejam os que te afligem agora.

      A conta no banco chora, te chama, venda seus olhos... te faz esquecer uma porção de coisas. Mas embora, quase tudo nesse mundo seja pago, a cash ou a crédito... na maioria das vezes, quando deixamos as alegrias, a família, o amor, a sorte, a saúde, os bichos de estimação, a comida - que mesmo pouca, está no prato -, o teto - que está descascado mas está firme -, quando deixamos tudo isso em segundo e terceiro planos... porque o dinheiro - a falta dele- está nos cegando e nos esgotando...

      ...é porque já é hora de mudar os números de lugar.




      quinta-feira, 28 de abril de 2011

      aprendi a calar


      Na realidade, sempre fui quieta, observadora, na minha.
      Mas por ser tão observadora, me tornei também altamente perceptiva. Ficava horas olhando as pessoas e seus comportamentos, analisando meus sentimentos 'versus' a minha forma de agir e compreendendo algumas atitudes e seu significado oculto.
      Talvez por esse interesse e facilidade em analisar (ou seria julgar?), queria muito fazer Psicologia... muito mesmo, passei uns 3 anos colocando isso como um objetivo de vida e muita gente falava "pra quê?" e derivados...
      Enfim, talvez por sentir certo "poder" em ter um suposto acesso àquilo que não estava explícito em cada um, resolvi mostrar, mostrar que eu sabia...
      Já que sempre fui calada... decidi falar.
      E comecei a encharcar as pessoas de comentários que elas não queriam, de fato, ouvir - mesmo que soubessem que era verdade. Mas eu as forçava a encarar aquilo... dizia na frente de quem quisesse ouvir "vc está fazendo isso, mas no fundo sente isso mas quer que os outros pensem aquilo.". A criatura, assustada, negava e misteriosamente começava a me evitar.



      Então... muito tempo depois percebi que ser sincero não é falar tudo o que se pensa. É ser verdadeiro, apenas isso. Botar isso pra fora, falar, sussurrar, gritar... é outra coisa. E requer muito tato. Muita sensibilidade.
      Encarar certas verdades tem momento certo. Algumas intenções foram feitas para serem intenções ocultas.
      E percebi - o que eu estava fazendo era como contar a uma criança que as nuvens não são feitas de algodão doce.
      E aprendi a calar e sorrir. E compreender - agora, sim. E usar a minha perspicácia que adquiri, para ajudar e entender.

      Agora busco a sabedoria de tomar a decisão correta. Falar ao necessário, calar quando é preciso.

      quinta-feira, 7 de abril de 2011

      desencanei de fazer planos


      Quando eu era criança, tinha na minha cabeça que iria morar com meus pais até uns 23 anos. Que ficaria na mesma cidade, na mesma escola até o 3º colegial, onde eu estudaria para prestar o vestibular, passaria na Usp, faria a minha faculdade, tiraria carta aos 18 anos. Casaria com uns 24, teria talvez filhos aos 28 anos e moraria com muitos gatos. E mais pra frente seria uma executiva de sucesso.
      Uma vida óbvia. E que era praticamente certeza na minha cabeça... como se não existissem outras opções de caminhos a seguir e bem, na maneira como era criada, com o grupo que convivia... Acho que estes eram os planos de quase todas as crianças.

      Bom. A realidade: Aos 14 anos, mudei de escola. Aos 15 anos meus pais se separaram. Aos 16, fui morar em Ribeirão Preto, sem meus pais, e claro, mudei de escola de novo. Aos 17 anos, fui pra Araçatuba. Aos 18, não comecei faculdade, não prestei vestibular, não tirei carta. Não tinha grana. Aos 19 fui morar com meu namorado e comecei um curso técnico. Aos 20 arrumei meu primeiro emprego. Aos 21 somente, com o meu salário, tirei minha carta de motorista. Hoje estou prestes a fazer 22. Tenho 2 gatas. E não dirijo.

      Foi mais ou menos redigindo esse páragrafo anterior na minha mente pela primeira vez, que desencanei dos planos. Desencanei é a palavra que uso nos dias positivos. Nos negativos, digo que fazer planos dá azar.


      E é verdade. Acho que depois de tudo, tenho medo dos planos.


      Mas em toda a minha contrariedade do ser e de quem sou... Também temo estar sendo mal agradecida. Afinal, os caminhos que minha vida tomou, foram piores?
      É fácil criar histórias, pois tudo está a seu controle. Os personagens, principais e secundários, os figurantes, o clímax, as resoluções... O desfecho. Você nunca estará planejando sua narrativa e de repente, um figurante enlouquecido, vai sacar uma arma, traumatizar seu personagem principal durante anos e fazer com que você mude todo o seu final e rasgue as páginas dos futuros acontecimentos. Não vai.
      Mas a vida tem suas histórias, mas não é uma história só. As histórias de milhares de pessoas se mesclam todos os dias. A natureza age. Você não consegue controlar nem o seu próprio personagem. Que irá dizer sobre a sucessão dos fatos?
      Acredito no livre arbítrio, mas também, nas escolhas que fazemos antes de vir a Terra. Pelo que queremos, ou melhor, devemos passar?

      Cada atalho, retorno, estrada contínua nos levam a lugares, as vezes aos mesmos, por rumos diversos. Mas o que interessa mesmo, é como você vai chegar ali. Quando você olhar no espelho, você verá no reflexo seu, o presente e por trás de você, tudo o que passou.

      Não planejo mais, pois planejar frustra, as vezes... Nos faz criar expectativas. Alem disso, podem passar outras oportunidades do seu lado e você não as verá. O que procuro são focos, para acontecimentos atuais.

      Ah, tenha apenas uma missão: Ser feliz. E não é só por seu sorriso, não. Mas quando somos felizes, transmitimos felicidade às pessoas que gostamos, toleramos as outras. Contribuímos para a energia positiva do mundo. Se todos se concentrarem apenas em ser felizes...- Continuo tendo sonhos (é inevitável). Sonhos podem se tornar realidade. Quando menos se espera. Walt Disney já dizia...



      Nota: Quando eu era criança, queria muito chegar aos 20 anos, pois achava que a vida seria mais fácil, que eu aprenderia a aguentar a dor e a passar pelas dificuldades, saberia tomar decisões...
      "Por isso hoje eu me contentaria em saber apenas o que aquela garotinha sonhadora de voz doce e olhar sapeca que um dia fui,
      pensa sobre a mulher que me tornei."

      domingo, 3 de abril de 2011

      um livro mudou a minha vida.

      "Livros não mudam o mundo.
      Quem muda o mundo são as pessoas.

      Os livros mudam as pessoas."



      Bom, sempre gostei de livros, e claro, eles (quase) sempre nos trazem um ensinamento, uma nova maneira de ver alguma situação, um novo desejo, enfim. Mas hoje vou falar de um livro que mudou muito a minha maneira de viver e ver o mundo. E que, confesso, já está na hora de reler.
      Eu tinha uns 14 anos e fui fuçar numa prateleira velha no fundo do apartamento repleta de livros da minha tia, da minha vó e fui procurar algo que me interessasse. E peguei aquele de capa verde, com uma mandala na capa. Perguntei pra minha tia se era bom e ela disse que era ótimo, então, comecei a ler...

      O livro se chama "A Profecia Celestina" .
      É um romance em torno de um homem que de repente se vê a ponto de descobrir sua própria verdade, onde sua própria vida é alterada logo no primeiro capítulo para iniciar uma jornada de aventura e percepções.
      O livro fala de energias, de coincidências, do universo. E mesmo sempre tendo um espírito muito questionador, nunca tive contato com essa forma de pensamento e quando me vi naquela história e compreendi cada visão, o mundo passou a ser diferente pra mim. Desde então sou muito ligada na energia das pessoas, árvores, lugares... No porque das coisas acontecerem e no fato de que nós somos parte de um todo. E é assim que o universo funciona.
      Desde então, também... passei a ter muita vontade de ir para Macchu-Picchu, no Peru e sentir a energia daquele lugar e ver de perto as ruínas onde tudo se passou.

      E eu, que nunca me importei com coisa alguma até aquela fase, acredito que plantei os primeiros traços da minha espiritualidade e compreensão da vida.
      A partir daquele dia, onde eu me lembro de estar deitada na cama da minha vó tranquila e sozinha, com a janela escancarada em um lindo dia de sol, a minha história começou a mudar, coincidentemente, tudo que aconteceu naquela época teve um sentido diferente em relação a valores, auto-conhecimento, percepções e crescimento. Hoje eu me dou conta disso. Foi ali, naquele momento, que eu passei a ser uma pessoa melhor.

      Foi quando eu me reapresentei a minha alma e dei boas vindas ao (meu) universo.

      sábado, 4 de dezembro de 2010

      Senti a dança do ventre


      Quando eu era mais novinha e fazia ginástica olímpica, a gente fazia umas apresentações estilo jazz e eu era tão tímida, mas tão tímida que não me soltava e acabava sempre ficando na última fila no canto pq dançava maal, era contida...
      Até lembro que levei uma bronca na frente de todo mundo falando que eu dançava igual uma morta e fiquei morrendo de vergonha, eu devia ter uns 11 anos...
      Mas depois que saí da ginástica, levei comigo a bronca, que ficou guardada e resolvi que eu não queria nunca mais me sentir "humilhada" de novo. E trabalhei isso. Tímida, continuei sendo, sou.
      Mas aprendi que o palco é um mundo paralelo, onde você pode ousar e ser o que quiser e mais ainda, um lugar de liberdade.
      Aprendi também, por mim mesma, que é melhor errar com um sorriso no rosto do que fazer tudo certo com a cara amarrada.
      E participei de algumas apresentações de colégio, teatros, seminários e decidi que eu realmente gostava de me apresentar...

      Alguns anos se passaram e eu cheguei na cidade em que moro hoje. Já chegando, passando de carro, bati o olho numa placa que estava escrito "Aulas de Dança do Ventre" e como um momento, fixou em minha mente... e ficou guardado, mas vivo.
      Acabei indo lá com a minha cunhada certo dia... Dança do ventre.. nunca tinha pensado nisso, mas é bonito, né? Tem algo de esotérico...
      No começo foi meio complicado, era suuuper travada, quadril, peito, barriga... tem que dividir tudo e eu mal conhecia meu corpo...
      Mas fomos ficando e aprendendo e entre nossa turma de iniciantes, até que levávamos um jeitinho.
      A primeira vez que apresentei, tinha uns 4 meses de dança só, mas arriscamos... foi gostoso... Depois dançamos no shopping e fomos aceitando dançar em todos os lugares, estávamos muito empolgadas com o desenvolvimento dos nossos passos...

      E o conhecimento é parte do aprendizado. Antes de começar eu achava que dança do ventre era só aquilo mesmo e ponto.
      Mas há tanta história, tanta tradição... Tantos estilos diferentes... Idéias novas, canções antigas, objetos, significados... é preciso anos e anos pra chegar ao quase domínio de tudo que está envolvido.


      Não sou boa. Ainda tenho TANTO pra aprender que não dá nem pra listar... mas já sou apaixonada...
      Há momentos em que me sinto uma vassoura de tão dura... tem dias que os braços não erguem, o quadril não treme nem com ab-tronic... acontece.

      Mas há dias... em que eu acordo... assisto um vídeo, ouço uma música, bordo um figurino... e aquela essência me domina, a batida sobe no corpo, o violino invade cada curva, o som do derbak... vai baixando a dançarina que existe aqui dentro e dá vontade de dançar, de girar... de tremer, suar...
      de sorrir.

      Hoje não tenho mais vergonha... muito menos, medo de errar... embalo tudo na expressão, uma dançarina que dança com vontade contagia o mundo...
      Eu posso não dominar todas as técnicas, não ter um corpo perfeito, braços delicados... mas tenho essa força no meu coração.
      Sei transformar a melancolia em movimento e o movimento em vida.

      Eu danço!

      Pra assistir : "Tudo o que Lola quer" :: Assisti por esses tempos e reacendeu ainda mais... amei o filme! E já começamos nossa próxima criação...

      sábado, 23 de outubro de 2010

      Me amei de verdade.

      Com esse título logo me vem a mente, aquele textinho "Quando Me Amei de Verdade".

      Mas vamos à historinha...
      Eu sempre tive uma auto-estima péssima quando era adolescente... até uns 14 anos. Pra mim elogio era zuera com a minha cara, sair com as amigas era me humilhar e me olhar no espelho era triste.
      Engraçado que nessa idade a maioria das meninas tem esse tipo de problema... Umas se acham gordas, outras, sem peito, nariguda, cabelo ruim... Enfim, é aquela história: ninguém nunca está satisfeito.
      Mas a minha irmã, ao contrário de mim, se achava (de verdade) mais bonita que a Gisele Bündchen, e não era esnobe não... era simplesmente, feliz. E acreditem: muitos a achavam realmente mais bonita que a Gisele, porque vinha de dentro. Ela fazia sucesso onde quer que fosse, porque criou brilho próprio ao valorizar-se.
      Imaginem como era um tormento pra mim sair ao lado dela, e éramos unha e carne. Mas ela também ficava chateada de eu me subestimar tanto e sempre tentava me ajudar.
      Um certo dia ela me deu uma baita bronca, disse que eu já estava ficando chata, pois ninguém podia dizer que meu cabelo estava bonito por exemplo que eu logo soltava algo do tipo:
      "Ah, também, depois de passar 3 horas passando creme, pelo menos um pouco aceitável ele tinha que ficar, apesar que tá ruim ainda."
      ¬¬
      Bad, né?
      Quando ela meio que me alertou pra essa "chatisse", foi como se eu tivesse me visto falando essas coisas e pensei: "po, alem de feia ainda sou chata pra caramba quando só falo disso" e resolvi parar. de falar, pelo menos né.
      Era difícil me controlar, mas eu fui indo. E me cuidando, aprendendo a valorizar os pontos fortes que eu tinha.
      Não foi fácil, mas foi como um click. Eu percebi que eu , o tempo inteiro, ficava convencendo as pessoas de que eu era tão feia como eu pensava, aí elas começavam a reparar e acabavam concordando.


      Mas o que acontece é que o que você transmite é captado ao seu redor, transmita coisas boas, pontos positivos. Convença as pessoas que você é belo. Brilhe.
      O processo de recuperar a auto-estima não foi do nada, levou um tempo. Mas com 16, 17 anos eu já era feliz, já não me procupava com essas coisas, e o mais importante, aprendi a simplesmente agradecer quando alguém me elogia.

      Façam isso, mulheres, meninas, homens: Quando alguém te elogia, apenas diga "Obrigada (o)!"

      Hoje agradeço e acho até graça de pensar como sou satisfeita e como amo a mim mesma, mesmo com meus problemas e defeitos, pois sei lidar com eles, são meus. E acompanham um pacote de pontos positivos que eu adoro.
      Claro que penso que podia ser mais as vezes, e quando penso assim, vou atrás de ser o que tô querendo no momento.

      É engraçado, tem dias que não estou tão bem assim, mas aprendi a me gostar tanto que penso: "ah, eu não devo estar feia, só devo estar encanada. rs" e saio, despreocupada.

      Até li ontem na Gloss n°37, o primeiro texto da Marisa Orth para a revista - "Beleza Já". Fala sobre isso.
      E ela encerra assim:
      "...Tento lançar um grito de retroativo de aproveitem-se, amem-se, saibam que estão bem na foto, sim - se você é gordinha, a banha está durinha; se é muito magra, a pele está incrível; se o cabelo é crespo, ele brilha a beça. "


      VALORIZEM-SE!

      domingo, 10 de outubro de 2010

      Tirei carta!

      (bom, a primeira e espero que única né? rs)
      Ah, estou tão feliz que precisava passar isso de alguma maneira por aqui... não deixa de ser uma primeira vez né? Afinal, nunca fui habilitada antes ;)
      Pra falar a verdade, ainda falta o documento em si chegar... mas eu já passei em tudo o que tinha que passar rs!
      E que trampo! desde maio estou correndo atrás disso, quando finalmente arrumei dinheiro pra pagar, aliás, que isso é uma conquista também, pois já tenho 21 anos e nunca tive ninguém que pudesse ter pagado pra mim, por isso acabei esperando, já que a maioria tira logo que faz 18...

      Comecei lá atrás... nas aulas teóricas... depois dos exames. As aulas eram em um lugar horrível e nossa, sem querer ser fútil.. haha mas uma gente feeeia... feia de tudo (Ô maldade...), perdi aulas do curso, não tinha nada pra fazer... eram 4 horas de muitooo tédio.
      Mas veja como é o destino... em meio a isso conheci 2 amigos tão bacanas...
      A Jeh nossa... que sintonia maravilhosa, que pessoa linda... valeu muito a pena tê-la conhecido. Sou grata ao universo quando penso nas pessoas lindas que ele manda para o meu caminho!
      (aliás, preciso contar pra ela que passei... e desejar sorte pq ela ainda está fazendo)

      E depois disso acabei fazendo a prova teórica junto com a Thaisa (a menina lá do post anterior)... ridícula a prova né gente, quem já fez sabe! rs
      E aí demorou... demorou um tempão pra começar, e fui começar logo de moto. Eu, que nem andar de bicicleta direito sei...
      Meu instrutor super simples... bonzinho... mal sabia quão chata eu era... Haha... ele disse:
      - Querida, você vai ter que andar de bicicleta, pq vc não tem equilíbrio nenhum...

      Andei nada! E deu certo.. derrubei um monte de cone, chorei nas últimas aulas pq comecei a

      errar tudo..
      derrubei a moto, entortei a embreagem... enlouqueci deus e o mundo a semana inteira do meu exame... ninguém queria me ver nem pintada de ouro e prata.
      E no dia mesmo... acordei ruim, passei mal de nervoso, surtei... mas quando cheguei no local... acalmei, embora ainda tremesse muito... e aquela respiração ofegante dentro do capacete que embaça tudo... nossa!

      E dei a largada... oitinho perfeito, rampa quaaase que não vai - mas foi; oitão: terror - quando fui colocar a segunda, não foi, ficou no neutro, segundos de pânico... acelerei e sei lá como, deu certo; passei pelas balizas e... passei! Chorei de felicidade... de verdade! rs

      E esperei um tempão pra comçar as de carro, achei que teria mais facilidade do que com a moto. E comecei, graças a deus com o mesmo instrutor (coitado) e praticamente o obriguei a ficar comigo até o fim... Ele não dava aula pra + ninguém de carro, só pra madame aqui...
      Foi tudo em paz, peguei chuva, sol de rachar, tempestade... tudo. e chegou o dia do exame.
      Tava morrendo de medo, mas menos nervosa... no dia anterior estava bem ansiosa, mas surpreendi comigo mesma que acordei sexta-feira calma, tranquila e fui... as 8 e meia entrei no carro, fiz as balizas certinho :)

      Aí o medo né... pq todo mundo fala que os examinadores são super grosseiros e desumanos... então a gente fica apavorada... Aí logo que parei o carro pra esperar o meu bati o olho num cara grandão, careca e barbudo. Pensei: quero esse.
      E o universo me ajudou mais uma vez, pq foi exatamente ele que entrou no meu carro e simpático disse :

      - Bom Dia! - e eu sorri. Ele pegou minha ficha e leu o nome do meu pai em voz alta. - Ernst? - Falou certinho... - É alemão?
      - Sim :) nossa, vc é uma das primeiras pessoas que pronuncia certo...
      - Ah, é que minha mulher se chama "G................................." - (nome super complicado) - Du sprecht deutsche?

      Respondi que infelizmente não e aí ele ficou trocando maior idéia comigo sobre coisas relacionadas hehe.
      Logo na saída ele perguntou: "Você tá tranquila ou tá nervosa?", respondi que estava tranquila, na medida do possível, pois havia feito tudo certinho nas aulas e ele disse pra eu não me preocupar , pois só me reprovaria com uma falta grave e eu não ia cometer.
      E tudo deu certo, parei num pare apagado, mas deu tudo certo.

      No final ele disse que só deu uma volta no quarteirão porque respondi lá no começo que estava tranquila, se eu dissesse que estava nervosa ia dar mais uma...

      E estacionei.
      - Tá aprovada viu?
      - Ai, brigada !
      - ...Brigada não... Dank!

      - rs, Dank!

      E saí, toda feliz e saltitante.

      Eu dei conta! (em todos os sentidos)
      Dank!

      domingo, 26 de setembro de 2010

      Dei Aula


      Foi recentemente, em julho (puxa, já se vão 2 meses e parece que foi ontem... tempo, tempo... você me assusta sempre). Aplicamos um treinamento de 44 horas para os novos contratados lá do trabalho.
      Confesso que depois dessa experiência, comecei a ter mais respeito pelos professores e instrutores em geral. É preciso muita cara de pau, segurança, humildade, conhecimento, e nossa! milhões de coisas!
      Tratar qualquer assunto que envolva o ser humano é complexo.
      Uma sala com 25 alunos, de idades, histórias, classes sociais, gêneros, dificuldades, personalidades diferentes. E você tem que transmitir de todas as formas possíveis o conteúdo. E eles precisam aprender.
      Éramos uma dupla, eu e Thaisa. E não poderia ter tido uma companheira melhor. Criamos uma cumplicidade de olhar, de expressão. Onde uma acudia a outra quando era preciso.
      Ela, fofa, meiga, um "docinho". Eu, oposto - general total. E por aí se media nosso equilíbrio. Parece até destino...



      Tem que chamar atenção, sem ser grossa. Explicar mais uma quinta vez, sem ser impaciente. Admitir que não sabe, quando deveria estar ali.
      Tem os que ajudam; os que atrapalham; os atrasados; os entediados porque sabem tudo; os que acham que sabem tudo e não sabem bulhufas... enfim.

      E no começo, tudo foi tranquilo... lá pela quarta-feira, o surto. "não vai dar tempo"-"eles não estão conseguindo"-"nós não estamos conseguindo"-"meu deus!!!", em meio a intervalos de chá mate e bolachas murchas e muita, MUITA água. E a troca de idéias, e a mão amiga que falava "calma, agora vai."

      E foi.

      Slides, lousa, dinâmicas, perguntas, leituras monótonas, exercícios.

      Foi maravilhoso, foi uma sensação de missão cumprida.
      Ver as notas finais, ver a evolução da nossa avózinha da sala, com cheiro de talco.
      Receber um obrigado ao final. Um obrigado oferecido com vontade, e não por simples educação.
      Receber um presente, receber, depois de doar e se sentir também presenteado.
      Um abraço, uma oração, um lápis enfeitado, uma caixinha de música.
      Segura a lágrima...

      Uma semana - que marcou. Uma situação simples, corriqueira de muitas profissões - mas que nos ensinou tanto.

      E ela ficou mais firme. Eu, mais doce.
      Ambas, mais tolerantes e mais amigas.

      domingo, 23 de maio de 2010

      Fui vítima da inveja.


      Amizade...
      Parece tão simples, tão fácil. Basta ser amigo, companheiro, sincero, leal, compreensivo.
      Parece simples. O problema é que as pessoas não são simples.
      Um sentimento puro, de entrega. De ter a certeza que se você cair, aquele braço vai te puxar. E que se não der pra levantar, vai deitar do seu lado e entender porque você quer ficar ali. E ficar com você.
      São tantos seres no mundo, tantas diferenças, milhões de características e, infelizmente, após um tempo, você começa a perceber que nem todas as pessoas sabem o valor de um amigo e a honra que é ter a confiança dele. Não sabem sorrir da sua vitória nem chorar de emoção quando você se supera.
      Graças a deus, quando penso que tive minhas decepções depois de tantos anos, sei que não estou sozinha e que sou apoiada por quem realmente importa. Conhece meus defeitos e acima de qualquer coisa, não duvida do meu caráter nem se une a outros pela afinidade em me julgar.
      Como? Me pergunto a todo momento... Como uma mente pode criar uma teia tão maquiavélica e como outra pode se unir a essa para ser mais forte. Onde está a consciência? Onde está os reais acontecimentos, os sentimentos, a lealdade?
      Você olha para onde chegou e não entende. Por ser transparente, foi tachado de falso (?). Por responder na mesma moeda, foi tachado de impróprio (?). Por conseguir algo, foi tachado de aproveitador (?).
      Não é fácil você contar uma novidade praquela pessoa que está junto com você todo tempo e sentir a cara de desprezo que ela te joga. Não é fácil saber o quanto você defendeu por lealdade aquele que hoje te joga as maiores pedras (que hoje já não me atingem porque não são de verdade). Não é fácil ver que quem você confiou... vazou por entre seus dedos, querendo levar o que não podia mais. Não é fácil se deparar com joguinhos infantis e falta de caráter e planos de novela para ver você por baixo.
      As pessoas com coração bom, ao verem transparência, se sentiram a vontade. Ao ouvir a resposta no mesmo nível, sentiram respeito. Ao se depararem com a conquista, sorriram juntos, como uma conquista conjunta.
      E ao acompanharem comigo a primeira vez que fui vítima da inveja, ousaram me proteger, sem medo de qualquer respingo. E eu os abracei, como forma de dizer "eu também estarei aqui pra você". E os distantes, me pediram pra voltar. Os novos, dei a eles meu coração. Os de outras vidas que sempre me acompanharam apenas não soltaram da minha mão. Os que estavam ao lado, enxugaram minhas lágrimas.
      E o mais louco de tudo isso, é que eu adoeci momentaneamente. Até perceber que isso só se faz por amigos. E aqueles que me apunhalaram, não mereciam tamanho crédito.

      "E o que me importa, é não estar vencido."

      - Nunca deixe de lado os poucos e bons.

      sexta-feira, 14 de maio de 2010

      coloquei gesso.


      Quando a gente é criança tem essa mania de querer quebrar alguma coisa pra ir pra escola de gesso e todo mundo assinar, usar o elevador do colégio, ser paparicado, contar a versão mais impossível sobre seu acidente. Até colocar de verdade , né? Aí não vê a hora de tirar aquela coisa quente, coçante, pesada, trabalhosa... u.u

      Enfim, como foi a minha história? Idiota, no mínimo. Pra começar, eu nunca quebrei nenhum membro do corpo. Ok, então pq fui engessada??? Pra largar de ser pentelha.

      Eu tinha uns 12 anos e fazia ginástica olímpica, aí tem um movimento lá que chama Rodante Flick [ http://www.youtube.com/watch?v=5UxcutmYelA ] - é isso aí, só que esse cara fez 2 flicks. Aí tava lá treinando toda feliz (aliás, que só pra constar, meu flick era uma merda) e foi aí que aconteceu.
      Na hora do tal do flick, meu braço esticou pro lado oposto ao normal e eu não sei o que foi, mas só sei que doeu muito. Aí fiquei mais branca do que já sou e fui (sozinha) pra enfermaria do colégio, morrendo de dor. Cheguei lá e a moça já chamou a ambulância do colégio (taí outra coisa que criança adora - sair de ambulância - puro status). Tentou ligar pra mãe, pai, vó, tia Chris, ninguém... Só a Tia Cássia ouviu o chamado e lá foi, com seu jeitinho SUPER discreto. Entrou na ambulância comigo e como ela mesma diz, já começou a fazer "fuzuê", pediu pra ligar a sirene, a luzinha, enfim. Fui lá e o cara colocou uma mísera gaze no meu braço e diagnosticou a distensão.
      Ah, fiquei super frustrada... Como ia escapar das aulas de Ed. Física com aquela faixinha nada a ver?
      Minha vó tava internada, então íamos pro hospital todas as noites. E eu ficava dando moh rolê por lá. Até que tive a grande idéia de ir na emergência de ortopedia =) . Fui lá, fiz o maior drama, disse que tava doendo demais, etc, etc, etc.
      O cara foi lá e engessou meu braço dos dedos até o ombro .
      .
      Fiquei meio chocada mas não quis demonstrar. Fui lá fora com a minha mãe, meus olhos marejados e aquele TROÇO pesado que não deixava eu me mexer... POXA, também não tava doendo TAAANTO assim...
      Deu cinco minutos e eu comecei a chorar... minha mãe só dizia "Bem feito, quem mandou reclamar?" . Acabei voltando lá e o enfermeiro, já véio de guerra , logo disse : "quer tirar, né? rs". E, magina, ele era super bonzinho, me deu uma lição de moral, mas tirou o gesso com o maior prazer... e eu saí de lá. Tive a experiência de ser engessada e aprendi uma bela lição. hehehe

      segunda-feira, 19 de abril de 2010

      Tive um gatinho =)


      Mas qual foi meu primeiro gatinho?

      Eu tinha +- 2 anos... sim, eu me lembro... daquele jeito que lembramos de momentos do começo da infância, são flashs, acho que mais sensações do que imagens reais. É engraçado né? Sempre fico na dúvida se aquela memória aconteceu daquela maneira ou se meu subconsciente é que criou todo um cenário de acordo com meus sentimentos... É, isso nunca saberei.
      O que importa é que era de noite na minha lembrança e estava bem escuro, estávamos na sala, na casa da Rua Potengi - eu, papai, mamãe, Polie (RIP) -nosso pintcher - e provavelmente, o Fabrizio (RIP), amigo do meu pai (tio da Jade, por sinal) que morava com a gente... ( sempre tinha alguém morando com a gente... rs)
      Enfim, noite escura, nós e lá de fora vem aquele miadiiinho inconfundível. Papi gosta muito de bichinhos e logo foi ver de onde vinha. Abriu a porta e lá estava, pequena, pretinha, olhava, como quem diz: eu escolhi vcs...
      Era nossa. Não me recordo de alguma discussão ou dúvida sobre ela ficar ou não, logo foi aceita, alimentada, acariciada e... nomeada? Bem, talvez tenha sido essa minha primeira decepção tb...
      Eu queria MUITO que ela se chamasse "Bela" (acho q era por causa dos contos de fada) mas meu pai deu o nome de 'Aghata' . E convenhamos... hoje, acho esse nome BEM mais bonito, aliás, que é um dos meus nomes preferidos: diferente, forte, misterioso, feminino...
      E assim era a essência da Aghata, que nos acompanhou durante quase 15 anos.
      A gata mais compreensiva e sensível que já tive. Sabia quando eu estava triste, havia amor nos olhos dela e ela cresceu do meu lado.
      O estranho é que ela chegou quando a família começava e pouco depois da separação dos meus pais... ela se foi... sumiu, simplesmente assim...
      Mas estará pra SEMPRE na minha memória e sinto-a como uma proteção, ela tinha olhos de quem já tinha tido muito mais do que 7 vidas...

      terça-feira, 6 de abril de 2010

      Fiz uma tattoo



      Sempre quis, desde criança, fazer uma tatuagem, acho lindo, autêntico, estiloso. (requer noção e bom gosto, tb, né? rs). Enfim... e planos não me faltavam. (não me faltam até hoje). O que faltava mesmo era o patrocínio. E fui ensaiando... Tendo idéias, me rabiscando, pesquisando, sonhando...
      A primeira vez que fui atrás de verdade, eu devia ter uns 14 anos, na periferia de São Paulo, na companhia da lueca Jade, que já tinha a sua. Era um moqu
      ifo e eu escolhi uma fadinha bem clichê. Fiquei de voltar no outro dia.
      Juro que não me lembro o porque (mas agradeço muito ao destino), acabei não voltando nunca mais lá...
      E continuei nos sonhos... Não tinha medo de dor, nem de me arrepender, nem da minha mãe brigar. Só faltava o dinheiro e a oportunidade.
      Aí então, quando eu tinha 16 anos, lá em Ribeirão, fui em um certo tatuador no Centro indicado por um grande amigo dar uma pesquisada...
      Bom, nessa época já tinha uma certa preocupação de ser alérgica a tinta, sei lá... e resolvi que faria um pequenina, pra testar, ver como é, essas coisas...
      Logo que cheguei lá, uma mulher baixinha com cabelos ver
      melhos e cara de ciumenta me atendeu e eu já sabia o que queria: 3 estrelinhas no peito.
      Ansiosamente esperei meu horário, e o tatuador chegou. Entrei na sala... (nessas horas a sala fica grande, fria e clara, bem assustadoramente enlouquecedora... rs). Deitei na maca e ele foi me dizendo que não podia respirar na hora que ele colocasse a agulha pq era bem ali no tórax né... E começou a contar que virara evangélico, portanto não tatuava imagens, etc.
      Vou ser sincera, não me lembro de quase nada que ele disse. Só ia reparando... no abrir da agulha, a preparação das tintas, a maquininha, UI.
      E chegou a hora, a agulha veio chegando, chegando, chegando e começou. De boa, fez cócegas.
      E depois de meia hora mais ou menos, estavam prontas minh
      as 3 estrelinhas (nas quais fui cobrada uma facada de 70 reais)... E saí toda pirilante, com meu plástico filme colado no meu decote.
      Passar pomadinha, limpar, embalar, não coçar, não tomar sol e todas essas recomendações que a gente conhece.
      Depois fiz mais 2 tatuagens e tenho muitos planos pela frente.... ;)

      Pense nas estrelas localizadas na frente de minhas emoções, veja o véu, onde tantas luzes piscam uma beleza incerta. Olhe ao redor, não há saídas, só espelhos. Pinte de vermelho o planeta que existe mas está tão sem cor... Ele está tão enfraquecido e se sente tão cansado e a desilusão que o acompanha está doente, pesada e deprime. Vai lá, mostra o universo pra ele,
      embala o astro na tua dança, transforma a companhia, faz a noite virar dia e não deixa o tempo estagnar enquanto você viaja observando a minha tatuagem de três estrelas...

      segunda-feira, 29 de março de 2010

      Trabalhei.


      Foi no pior emprego que alguém pode ter. No telemarketing, vendendo livros didáticos. Você, por acaso, compraria um livro didático por telemarketing se você morasse no Piauí??? Era o que eu tinha que fazer, vender esse maldito livro.
      Pois sim, vamos ao detalhe inicial: eu ODEIO falar no telefone até com a minha melhor amiga. Eu simplesmente ODEIO mesmo telefone. O que eu fui fazer lá? Sei eu... Precisava trabalhar e foi o que me apareceu.
      Fui até com coragem, disposta a ficar... disposta a tentar... um salário bom até, quem sabe. Detalhe: a contratadora me disse: "vc vai receber + 215 reais se não faltar nenhum dia". AHN? Como assim? Já está previsto que eu vou faltar?
      Pois é, depois fui descobrir que é raro alguém que fica mais de um mês lá...
      Enfim, ela disse "Até amanhã, às 9h!" E lá fui eu, no dia seguinte, as 9h, toda feliz e contente e com sono... Fiquei 2 horas observando as meninas, só. E comecei a ficar com medo. Elas mentiam, puxavam o saco, falavam alto, torravam o saco da pessoa... e a supervisora ainda me dizia: "é assim que tem que fazer viu, Stefanie?"
      OI? É assim que tem que ser? Chata? Mal educada? insistente?
      As meninas soltavam frases assim: "O que, dona Odete? Seu marido foi embora?? que traste!!", ou "E o senhor comprou um colchão de 2 mil reais? colchão de ouro né! he-he-he" ¬¬
      Peeelo amor de Deus, já estava entrando em pânico, quando ela me colocou ao telefone e ficou plantada do meu lado, enquanto eu, constrangidíssima, ligava praquela lista enorme de números... Mas ela se distraía cantarolando uma música religiosa pra lá e pra cá... e eu, surtando já.
      Comecei a ligar pras pessoas e dizia assim "Senhor, que horas são agora?" e desligava, contando os segundos praquilo acabar...
      Mais tarde, comecei a fingir, ligava pras pessoas e falava com elas , sem me importar com o que respondiam... até elas desligarem na minha cara, e , enquanto do outro lado fazia *TUTUTUTU*, eu dizia: "Isso mesmo senhora, obrigada pela atenção, amanhã te retorno..." com aquela cara de cocô.
      O expediente deu fim e era hora do almoço... Disse "até daqui a pouco", fui pra casa e nunca mais voltei lá...

      domingo, 28 de março de 2010

      Criei um blog.


      Acho que foi em 2001, talvez. Deve ser, eu tinha uns 12 anos mesmo... Época de ouro do ICQ, onde eu ainda me dividia entre ficar no site da Barbie ou baixar músicas do Blink no Kazaa... Essa fase é engraçada, a gente não é mais criança, mas ainda não chega a ser adolescente... Não sabe bem o que fazer.
      E tem sempre no grupinho aquelas mais populares, que já beijaram, namoram, conhecem a galera mais velha... e os mais nerds (pq nessa época, ser nerd, era ser mais excluído, era o oposto de ser pop, não era um estilinho geek como é hoje em dia rs).
      Enfim, viajando nas lembranças, tenho que falar do meu primeiro blog. Se chamava Garotas Perfeitas, e não se iludam, era pq realmente nos achávamos perfeitas, eu e minhas irmãs, a Jade e a Maite (q nem sabia o que se passava no auge dos seus 7 anos... rs) E ele era repleto de figurinhas 'bacanas' que brilhavam e mudavam de cor, com frases do tipo "A sua inveja é a velocidade do meu sucesso" haha, e a gente ainda achava que isso era status!!! Depois ficamos independentes, eu tinha o meu blog EHKENTI e ela tinha o dela JAHPRINCESS , ótimos nomes, né? rsrsrs
      Mas era assim mesmo, o auge dos meus 12 anos... =)